
Lágrimas de sangue percorrem o meu rosto, procurando pousar nele um sorriso de compreensão. A cada passo parece que os ossos do meu corpo se dissolvem pouco a pouco. Grito para poderem me ouvir, porém, não passam de sussurros desesperados e agonizantes.
Vim para encontrar algo, mas o quê? Somente vejo corpos jogados ao chão e rancor nos meus olhos sangrentos. Se eu quero fugir desse inferno, preciso achar alguém e pedir socorro, pois a minha boca sedenta anseia por conseguir dizer isso. Tarde demais. Achei o que procurava: a minha alma. Foi aí que descobri que estava morta.
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